Polícia realiza operação para reprimir o comércio irregular de armas de fogo no Rio Grande do Sul

FONTE: O SUL

A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (04), a Operação Lego para reprimir o comércio irregular de armas de fogo praticado por uma quadrilha no Rio Grande do Sul.

Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e dez de busca e apreensão nas cidades de Porto Alegre, Alvorada, Gravataí, Itapema (SC) e Florianópolis (SC). Três criminosos foram presos.

Entenda o caso

No dia 16 de julho de 2021, a Polícia Civil executou ações operacionais que visaram reprimir a prática de crimes do Estatuto do Desarmamento, decorrente do tráfico de armas. Devido às investigações, foi possível interceptar a entrega de um fuzil de calibre 556, que seria comercializado em um posto de gasolina, em Gravataí. Um homem de 26 anos foi abordado dentro de um automóvel na posse do referido armamento.

No mesmo dia, policiais civis responsáveis por essa ação foram ameaçados de morte, incluindo, seus familiares, por meio de aplicativo de mensagens. Ao que se descobriu um detento recolhido na Penitenciária de Agudo/ e responsável por intermediar a venda do armamento, desgostoso com a apreensão, acabou enviando as ameaças.

Diante do cenário apresentado, as investigações foram intensificadas, sendo possível reunir informações que apontaram para as pessoas efetivamente proprietárias do armamento apreendido, para os responsáveis pela venda (intermediação) e para os responsáveis pela coleta no local em que estava depositado, transporte e entrega, no momento da venda.

Ainda que o comércio de fuzis já se daria há alguns anos, tendo sido comercializada mais de 100 unidades, seriam, por vezes, montadas em partes no Rio Grande do Sul (motivo pelo qual é denominada a Operação). Algumas peças seriam adquiridas por meio de sites de compra e venda.

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