Prefeito de São Leopoldo espera resolver em 45 dias problema do lixo

Após decretar situação de emergência ambiental e sanitária por conta de irregularidades e situação precária no aterro sanitário da cidade, o prefeito de São Leopoldo, no Vale do Sinos, espera dar uma solução para o problema em 45 dias.
Em entrevista ao Jornal do Almoço desta quinta-feira (12), Ary Vanazzi, disse que está analisando a estrutura de cinco terrenos diferentes para retomar os pontos de coleta espalhados pela cidade, para que a população deposite neles seu lixo (veja no vídeo acima).
“Peço que a população tenha um pouco mais de paciência, em 45 dias vamos apresentar uma solução definitiva para o problema. Estamos analisando cinco áreas diferentes para retomar os eco pontos para a população levar direto lá o lixo domiciliar”, afirmou o prefeito.
O local foi interditado na terça-feira (10). No lixão, um espaço a céu aberto, há mais de três mil toneladas de resíduos acumuladas, bem ao lado de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no bairro Scharlau. Toda a vizinhança reclama do odor e da sujeira.

“Há mais de um ano a situação está assim, vão colocando lixo o ano todo e o lixo não é retirado”, diz a dona de casa Maria das Graças. “Ratos, baratos, bastante insetos”, lista ela.
“Está cada vez mais crescendo o lixo. Tem que colocar pano de prato na porta para o rato não entrar”, detalha a auxiliar de limpeza Olivia da Silva. “A gente paga IPTU caro pra ter isso aí”, reclama a manicure Maria Cecilia Fernandes.
E não são só os moradores que sofrem com esse lixo todo, tem também os pacientes buscam atendimento de saúde na UPA, inaugurada em abril do ano passado. Desde então, a coordenação do posto pede que a prefeitura dê a destinação correta aos resíduos.
“A gente tem uma concentração de insetos e um odor muito forte. Fica bem complicado”, diz a enfermeira Fernanda Benelli.
Segundo a atual administração, a antiga gestão fechou todos os pontos de coleta de resíduos, que tinham licença ambiental e serviam para os moradores fazerem o descarte correto do lixo.
“Anteriormente existia eco pontos, que eram locais licenciados que a população podia levar pequenos volumes de lixo. Atualmente não existe, e a situação que ficou é essa”, explica o fiscal de limpeza pública, Gilmar Zwersch.
O ex-prefeito Anibal Moacir reconheceu que foram fechados os pontos de coleta de resíduos e por decisão da gestão dele, o terreno ao lado da UPA virou a única estação de transbordo. No entanto, segundo ele, o lixo ficou acumulado porque o contrato com a empresa responsável por levar os resíduos até um aterro em Gravataí venceu em 5 de dezembro e não foi renovado.

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