Professores estaduais decidem manter greve que já dura quase dois meses no RS.

Fonte G1//Professores estaduais em greve no Rio Grande do Sul desde 5 de setembro decidiram em assembleia realizada na manhã desta terça-feira (31) manter a mobilização. A pauta já havia sido definida em reunião de conselheiros do sindicato na noite anterior, e foi aprovada.

Na segunda-feira (30), representantes do governo receberam o comando de greve dos professores estaduais para apresentar propostas. O Executivo se propôs a pagar todos os professores em dia a partir da folha de dezembro, a ser paga no último dia útil do mês.

A medida, no entanto, tem duas condições: obter o lucro esperado com a venda de ações do Banrisul e aderir ao plano de recuperação fiscal, que prevê o não pagamento da dívida com a União por três anos.

O governo também se comprometeu em não dispensar contratados temporários que tenham aderido à greve. E, por fim, a manutenção do artigo 35 da Constituição Estadual, que estabelece a obrigatoriedade do pagamento em dia dos salários. Uma proposta de emenda constitucional tramitava para cancelar esse artigo.

As propostas foram levadas para a reunião do Conselho do CPERS, que manteve a greve. Uma contraproposta deverá ser apresentada ao governo pelo sindicato após aprovação da categoria.

A principal reivindicação é o pagamento em dia dos salários do funcionalismo. Desde fevereiro de 2016, os servidores vinham recebendo de forma fatiada e consecutiva. Em outubro deste ano, o governo passou a escalonar os pagamentos, garantindo primeiro os vencimentos daqueles que recebem até R$ 2 mil.

Segundo a Secretaria de Educação, 2,8% das escolas estão totalmente paralisadas, e 30% apresentam greve parcial. O CPERS informa um dado diferente, contabilizando o número de profissionais, entre professores e funcionários, em paralisação: 60% aderiram a greve, segundo eles.

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