Professores protestam contra pacote do governo do Estado

FONTE: O SUL

Mais de 1.500 professores ocuparam Praça da Matriz nesta terça-feira (15) e instalaram o Acampamento da Resistência em frente ao Palácio Piratini. O ato, convocado para marcar o Dia do Professor, transformou-se também em manifestações pela defesa da carreira, da previdência e dos direitos dos servidores, além de protesto contra o pacote de medidas apresentado pelo governador Eduardo Leite na última semana.

“Leite quer destruir a carreira do professor, taxar aposentados, punir funcionários de escola, retirar direitos e reduzir ainda mais nosso salário. Quer sacrificar o futuro do Estado em nome de um eterno ajuste fiscal que não produziu qualquer resultado positivo em cinco anos de arrocho. Quem, como Leite, está a serviço deste projeto, não está a serviço do Rio Grande do Sul”, afirmou a presidente do Cpers, Helenir Aguiar Schürer, na Praça da Matriz.

“Se o pacote passar, o Rio Grande do Sul vai entrar para história como o estado em que os professores pagaram o próprio piso. É o projeto mais sacana que já vi nos meus 33 anos de magistério. É uma vergonha, uma verdadeira proposta indecente”, disse Helenir.

O Executivo defende que as medidas propostas focam a contenção da despesa vegetativa, em uma reforma da previdência que acompanhe os parâmetros da reforma nacional, e a modernização de regimes de trabalho que poderão auxiliar na rotina do serviço público.

O governador Eduardo Leite, no último dia 9, quando apresentou o pacote à categoria, argumentou que é exatamente pela necessidade de reforma que os servidores acabam atingidos.

“Os professores argumentam que não aguentam mais a situação atual dos salários, com falta de reposição. O que causou essa situação foi a estrutura atual do plano de carreira dos servidores, que demanda aporte em gratificações, que se incorporam, e fazem com que o Estado não tenha qualquer perspectiva de promover sequer a reposição inflacionária. Isso deixa muito claro que, sem dúvida, precisamos de uma reforma.”

“Foi uma conversa franca, honesta, transparente e respeitosa. Há quatro anos, o RS não consegue pagar os salários em dia, então, é evidente que precisamos, sim, adaptar a estrutura da máquina pública. Mostramos o cenário que trouxe o Estado até as condições atuais e apresentamos as perspectivas”, completou na ocasião.

apresentação que resume as principais mudanças foi disponibilizada no site do governo estadual.

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