Quem chega de carro a Porto Alegre deve tomar cuidado perto de pontes e passarelas. Assaltantes têm jogado pedras para forçar parada no acostamento

FONTE: O SUL

Ainda sem saber quem lançou de cima de uma das alças de acesso à antiga Ponte do Guaíba o paralelepípedo que matou a passageira de um veículo na noite do último sábado (12), a Polícia Civil confirmou ter registrado outras duas ocorrências similares no mesmo dia. Ao menos um dos atingidos por pedra já prestou depoimento.

De acordo com a corporação, estão sendo analisadas imagens de câmeras de monitoramento e o resultado de uma perícia deve sair em breve. Também está em curso a investigação de um grupo que estaria cometendo assaltos na região. Já no aspecto preventivo, foram intensificadas as rondas ostensivas nas imediações das pontes do Guaíba e da rodoviária de Porto Alegre.

Brigada Militar, Polícia Rodoviária Federal e Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) estão colaborando. Durante um dos patrulhamentos desta semana foram abordados suspeitos e capturado um foragido da Justiça. Trata-se de um homem de 32 anos, natural de São Jerônimo e com antecedentes policiais por roubo, furto e tráfico de drogas.

Na noite de sábado, a mulher que morreu estava no banco do carona de um veículo conduzido pelo marido. Eles seguiam do bairro Sarandi (Zona Norte) para o bairro Ipanema (Zona Sul), pela avenida Castello Branco, a fim de comemorar o Dia dos Namorados em um restaurante.

Ao se aproximar de uma ponte na Freeway, o veículo foi atingido por um paralelepípedo. A pedra acabou atravessando o para-brisa e acertando em cheio a passageira, que sofreu lesões e hemorragia em órgãos internos, devido ao impacto do objeto – potencializado pela velocidade do carro.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a vítima – Munike Fernandes Krischke – foi conduzida já desacordada até o Hospital de Pronto Socorro (HPS) da capital, por volta das 22h, mas não resistiu aos ferimentos. Já o motorista não se feriu.

Apreensão

Em outra operação, realizada nesta quinta-feira (17), a Polícia Civil apreendeu em Porto Alegre 225 aves silvestres. A ofensiva se deu no âmbito do cumprimento de mandados de busca e apreensão em uma residência no bairro Campo Novo (Zona Sul).

A situação envolvendo cativeiro ilegal dos animais havia sido relatada às autoridades por meio de denúncia anônima ao telefone 0800-510-2828.

Dentre as espécies havia exemplares de saíra-militar, saíra-sete-cores, saíra-azul, tico-tico-rei, dragão, canário-da-terra, tiziu, coleiro-do-campo, coleiro-do-brejo, tiê-sangue, sabiá-una, sabiá-do-campo, trinca-ferro, bico-de-pimenta, cardeal, tucano, graúna, azulão, curió e bicudo. Algumas delas são ameaçadas de extinção.

Durante as buscas, foram localizadas ao menos três aves mortas nas gaiolas, bem como outras com aves silvestres convivendo com grande quantidade de fezes.

O proprietário da residência onde foram apreendidos os animais responderá a procedimento policial pelo crime previsto no artigo 29 da Lei de Crimes Ambientais, com pena de detenção de seis meses a um ano, além de multa, com sentença aumentada em 50% em razão de envolver espécies ameaçadas de extinção, bem como pelo crime previsto no artigo 32 da mesma lei (maus-tratos a animais).

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