RS prevê 3,7 mil vagas em presídios; especialista questiona efetividade

A penitenciária de Bagé, na Região da Campanha, teve o prédio parcialmente interditado após uma rebelião ocorrida em dezembro. Este é um dos muitos estabelecimentos penitenciários com problemas no Rio Grande do Sul. A superlotação é apontada como a principal dificuldade do sistema carcerário gaúcho.
Por conta disso, o governo do estado anunciou que pretende criar 3,7 mil novas vagas. Entretanto, a efetividade de tal medida contra o crime é questionada.
Atualmente, 35 mil pessoas cumprem pena nas cadeias gaúchas, onde existem 24 mil vagas. O déficit, portanto, é de 11 mil vagas.

O Presídio Central de Porto Alegre é um dos principais símbolos da realidade carcerária no estado. A superlotação e falta de estrutura no local fizeram o Brasil responder a um processo por violação de direitos humanos na Organização dos Estados Americanos (OEA).
Entretanto, o secretário de Segurança do estado, Cezar Schirmer afirma que 2017 deve ser o ano da mudança. “Tem uma série de obras que nos remetem a afirmação de que 2017 vai ser o ano da mudança da segurança do Rio Grande do Sul, e a começar pelo sistema prisional.
Criação de vagas no sistema penitenciário
O governo já anunciou a criação de poucos mais 3,7 mil vagas em seis novos presídios. Em Canoas, na Região Metropolitana, serão cerca de 2,4 mil e vagas. No presídio de Guaíba, outras 672. Em Rio Grande, no Sul, quase 300 e, em São Leopoldo, outras 300.
Na penitenciária feminina de Lajeado, 84. No presídio de Bento Gonçalves, na Serra, ainda não foi definido o número de vagas. O secretário também confirmou a construção de uma prisão federal no estado para 250 detentos. Outras mil vagas vem da negociação de imóveis com a iniciativa privada.

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