Saiba por que o iPhone é tão caro

FONTE: O SUL

Na sexta-feira (20), aconteceu o início das vendas do novo iPhone em vários países. São três modelos: o iPhone 11 (por US$ 699), iPhone 11 Pro (por US$ 999) e o iPhone 11 Pro Max (por US$ 1.099), segundo o site especializado Tilt. Em breve, os novos iPhones deverão chegar ao Brasil, tipicamente bem caros, como sempre.

Especialistas na área explicaram alguns dos motivos para os altos preços. Quando ouvimos falar “iPhone” e “lançamento”, logo vem à mente filas enormes de pessoas dispostas a pagar bem caro logo no primeiro dia de venda, mesmo sabendo que os preços cairão em seguida. No caso dos iPhones, em média quatro ou cinco meses após o lançamento, costuma haver uma redução de preço de mais de 30%. A gente já fez essas contas. A nossa recomendação, se você não tem tanta pressa para comprar um produto novo, é esperar eles baixarem de preço entre dois e quatro meses após o lançamento.

Para capturar esse público que esperaria os preços baixarem, a Apple e outras marcas têm como estratégia lançar mais de uma versão do mesmo aparelho: pelo menos uma mais barata e outra mais cara, como é o caso do iPhone 11, que chega em três versões.

Na economia, existe um conceito que explica essa estratégia: a ancoragem de preços. Para definirmos o que é caro ou barato, usamos sempre uma comparação. Nesse caso, ao virmos que o iPhone 11 Pro Max é mais caro, passamos a ter a impressão que o iPhone 11, o mais simples entre eles, não é tão caro assim.

Quando, na verdade, ele está longe de ser barato. Os iPhones têm fama de estarem sempre entre os smartphones mais caros do mundo. Ainda falando de economia comportamental, que é para onde essas empresas olham para definir a sua estratégia de vendas, há um conceito conhecido como bens de Veblen. Bens de Veblen, resumidamente, são bens de luxo. Possuir algo que poucas pessoas podem ter dá uma sensação prazerosa, podendo ser uma justificativa para a compra de um item tão caro como o iPhone.

Se há esse consumo para a ostentação, um dos pilares da teoria econômica fica em xeque: a decisão de compra não é puramente racional! A Apple e outras marcas cobram mais caro no dia do lançamento justamente para capturar o máximo de dinheiro do consumidor que está disposto a pagar um valor alto para ser o primeiro a adquirir essa novidade.

Você sabia que no lançamento iPhone 10, a versão anterior, em 3 de novembro de 2017, o brasileiro que ganhava um salário mínimo da época precisaria trabalhar sete meses para comprar o iPhone logo no lançamento?

Existem outros motivos que justificam o preço que os smartphones alcançaram, tal como a importância que ele ganhou em nossas vidas pessoais e profissionais, diante da alta tecnologia aplicada, transformando-se quase em um computador de bolso. Mas falamos apenas de algumas explicações sob a ótica da teoria econômica.

É claro que não estamos dizendo que, se você realmente quiser o aparelho, você não deve comprar o iPhone mais novo. Isso é pessoal, e queremos tornar a sua escolha mais informada, para que você tome uma decisão totalmente consciente.

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