Secretaria Municipal da Saúde garante que Porto Alegre não enfrenta surto de meningite

FONTE: O SUL

A SMS (Secretaria Municipal da Saúde) garante que Porto Alegre não enfrenta um surto de meningite. Por meio de comunicado distribuído à imprensa, frisou que os casos de meningite bacteriana ou viral são comuns na capital gaúcha: “Na série histórica, não há registros de casos secundários da doença, ou seja, a cidade tem casos isolados”.

O órgão confirmou apenas a identificação, nesta semana, de um caso de meningite bacteriana em adolescente de 15 anos, aluna de de colégio estadual. A paciente, que está internada para tratamento, foi infectada a partir de contato com um portador sadio, ou seja, que tem a bactéria mas não desenvolveu a doença.

“Medidas de controle foram adotadas pela SMS no sentido de conhecer o círculo de contatos íntimos da aluna e dispensar a quimioprofilaxia [tratamento com antibióticos].

Ainda segundo a SMS, as unidades da rede pública da capital gaúcha contam com estoque da vacina “meningo C” e que a imunização consta em seu calendário oficial desde 2010, prevendo doses aos 3, 5 e 15 meses de idade. “Desde 2018, também integra o calendário a recomendação de uma dose para adolescentes entre 11 e 14 anos”, acrescenta o texto.

O SUS (Sistema Único de Saúde) também oferece na rede pública outras vacinas que protegem contra a doença. Além disso, desde a década de 1990 há um monitoramento por parte das autoridades municipais, assegura a Secretaria.

Características

A meningite é a inflamação das meninges (membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal). Pode ser causada por vírus, bactérias, fungos e protozoários. Os sintomas da doença são dor de cabeça, febre, vômitos em jato e rigidez de nuca (de fácil detecção ao exame físico médico). Crianças muito pequenas podem apresentar prostração ou irritabilidade.

Mesmo que a vacinação seja a forma mais eficaz de prevenção à meningite, hábitos como lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou uso de produtos para limpeza de mãos a base de álcool gel pode ajudar a interromper a cadeia de transmissão dos agentes causadores. Copos e garrafinhas de água não devem ser compartilhados.

A ventilação de todos os ambientes deve ser natural. Mesmo no inverno, portas e janelas não devem ficar todas fechadas ao mesmo tempo. Frestas são recomendadas para ventilar os ambientes. As crianças não devem ficar em ambientes fechados com a presença de muitas pessoas adultas, pois são mais vulneráveis. Adultos devem lavar as mãos antes de segurar uma criança pequena.

Vacinas

– Meningocócica C: protege contra a meningite causada pela bactéria meningococo, um dos tipos mais agressivo. Primeira dose aos 3 meses de idade, depois aos cinco meses. Aos 12 meses é feito um primeiro reforço e, entre 11 e 14, o segundo.

– Pneumocócica 10-valente conjugada: imuniza contra dez sorotipos da bactéria pneumococo, responsável por meningite, pneumonia e otite aguda. Primeira dose aos 2 meses e segunda dose aos 4. Reforço aos 12 meses.

– Haemophilus influenzae B: protege contra a bactéria haemophilus influenzae do tipo B. Primeira dose aos 2 meses, segunda aos 4 e terceira aos 6. Faz parte da vacina combinada “penta”.

Em relação à rede privada, duas vacinas estão disponíveis: quadrivalente (protege contra os tipos A, C, W e Y) e contra o meningo B. A Equipe de Vigilância de Doenças Transmissíveis da Diretoria-Geral de Vigilância em Saúde de Porto Alegre realiza diariamente uma busca ativa de pacientes portadores da doença em hospitais da cidade, além de manter plantão 24 horas para novos casos.

 

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