Símbolo da imigração alemã no Brasil pede auxílio para se manter de pé

Com gestão privada, Casa do Imigrante precisa de doações para reparos e manutenção

 

Um dos principais símbolos históricos da imigração alemã no País está pedindo ajuda para se manter vivo. Construída em 1788, para abrigar a Real Feitoria do Linho Cânhamo, a atual Casa do Imigrante de São Leopoldo, hoje sob custódia do Museu Histórico Visconde de São Leopoldo, entidade cultural privada, precisa de auxílio financeiro para garantir a sua reforma e manutenção. O principal desgaste da estrutura está em seu telhado e assoalho que precisam de reparos imediatos. Entre as ações elaboradas para solucionar o problema estão a criação de cotas de doação para quem tiver interesse e abraçar a causa e ainda um projeto de reforma, já protocolado na Prefeitura, no setor de Controle Urbanístico, que visa a utilização de recursos da Lei de Incentivo a Cultura (Lei Rouanet).

Atualmente, segundo explica o secretário de Cultura e Turismo de São Leopoldo, Paulo Marcelo Schauer, muitos moradores da cidade acreditam que a gestão do imóvel seja parte de responsabilidade do município. Ele explica que desde 1980, o Museu Histórico Visconde de São Leopoldo assumiu a sua gestão, passando a ser privada por meio de uma lei municipal. Como contrapartida, ao Museu, o município repassa um aporte de cerca de R$ 12 mil, o que possibilita aos estudantes da rede municipal realizar visitações ao local. “É importante ressaltar que este não é um atrativo do município ou pertencente a uma empresa privada. É patrimônio histórico da cidade, por isso cabe a todos contribuir para que ele seja mantido e restaurado”, destaca o secretário. Desde de 2014, a Casa do Imigrante segue fechada para visitações.

 

RESTAURAÇÃO

O projeto, coordenado pelo Museu Histórico Visconde de São Leopoldo, consiste no restauro da cobertura da estrutura e tem a participação da Um Cultural, responsável pela elaboração do projeto cultural para os mecanismos de incentivo, uma arquiteta que realiza os levantamentos e a parte arquitetônica e a Arquium Arquitetura e Restauro, que executará as ações de restauração. “O projeto está andando, mas é importante deixar claro que é um processo demorado”, salienta a coordenadora da Casa do Imigrante, Virgínia Rodrigues.

Até o momento já foram realizados os levantamentos e diagnósticos do imóvel, projetos arquitetônicos básicos e complementares de restauro e pré-avaliação do projeto pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae). A equipe trabalha na etapa de ajustes finais de redação do projeto, que precede a inscrição na lei estadual de incentivo à cultura. Após a aprovação do projeto pela Prefeitura será dado o encaminhamento final. Ainda não foi iniciada a execução. Segundo Virgínia, devido aos ajustes finais, o orçamento global ainda está sendo definido.

Enquanto aguarda a evolução do projeto, Virgínia salienta que também está sendo organizada uma associação de proteção à Casa do Imigrante e em está em busca de novos membros. Quem tiver interesse em ser um sócio contribuinte da Casa do Imigrante pode entrar em contato com o Museu Visconde de São Leopoldo pelo telefone: 3592-4557.

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Casa do Imigrante
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