Um professor é acusado de envenenar 23 crianças do jardim de infância na China

FONTE: O SUL
Um professor de um jardim de infância de uma escola na cidade de Jiaozuo, na China, foi detido sob suspeita de ter envenenado premeditadamente 23 alunos, com idades entre quatro a cinco anos, informou nesta terça-feira (2) a imprensa local. A suspeita é que ele tenha acrescentando nitrito de sódio à comida das crianças.

Sete alunos seguem internados, um em estado grave, após ter ingerido papinha com um nível anormal de nitrito de sódio, um aditivo alimentar que é tóxico e letal se consumido em grandes quantidades. Os outros 15 foram liberados.

As autoridades disseram, em comunicado, que as investigações continuam e que os motivos do incidente ainda não foram esclarecidos. Policiais ouvidos pela imprensa que não quiseram se identificar afirmam que investigam a possibilidade de que a motivação do professor tenha sido uma vingança contra um colega de trabalho.

Pais de alguns alunos relataram que foram avisados sobre a situação e que, ao chegarem na escola, encontraram seus filhos pálidos e vomitando, alguns deles inclusive desmaiados.

A escola foi fechada e todos os alunos – aproximadamente 50 – foram transferidos a outros colégios da região. Uma investigação preliminar apontou que o professor acrescentou nitrito de sódio às refeições das crianças. Utilizado na conservação de carnes e em fertilizantes, a substância é tóxica se ingerida em grandes quantidades. Ainda não se sabe o que motivou o crime.

Um dos pais, identificado apenas pelo sobrenome “Li”, disse ao tablóide chinês “Global Times” que recebeu uma ligação do jardim de infância informando que seu filho havia vomitado e desmaiado. Ao chegar à escola, a criança ainda estava inconsciente.

“A calça estava toda vomitada. Havia outras crianças vomitando, muito pálidas”, contou. Outro pai, que não foi identificado, relatou ao mesmo jornal que o filho reclamou do sabor do mingau. “Deveria ser doce, mas estava amargo e salgado”, relatou.

Vitaminas nas veias

No mês passado, uma mulher de 51 anos de Hunan, na China, quase morreu depois de combinar 20 frutas diferentes para criar uma injeção de vitaminas caseira. Ela acreditava que as vitaminas das frutas frescas fariam bem à sua saúde.

Ela teve febre e coceira, foi levada à área de tratamento intensivo, onde foi diagnosticada com falência de órgãos, com seu corpo à beira do colapso e infecção generalizada. Depois de receber hemodiálise e vários tratamentos com antibióticos, ela começou a se recuperar.

Esse é um exemplo extremo, mas mesmo que não chegue a tanto, a tendência de injeções intravenosas de vitaminas apresenta muitos riscos. A prática é muito popular na Ásia, onde injeções são oferecidas até em salões de beleza. Mas também já chegou ao Brasil, aos Estados Unidos e à Europa.

Quem faz propaganda da injeção de vitamina diretamente nas veias afirma que a prática aumenta a energia, fortalece o sistema imunológico, melhora a pele, cura ressaca, queima gordura, evita o jat lag e cura uma miríade de outros problemas. Embora vitaminas sejam necessárias ao corpo, não há nenhuma base científica de que sua injeção direta traga esses benefícios.

Os tratamentos do tipo podem ser bem caros. Em uma clínica de Londres, eles custam entre 100 e 3 mil euros. Celebridades como Miley Cyrus, Cara Delevigne e Chrissy Teigen aderiram à moda, postando nas redes sociais fotos de si mesmas ligadas a bolsas de soro e vitaminas.

“Os tratamentos estão se tornando cada vez mais populares, particularmente como cura rápida para a ressaca – mas, além de não haver nenhuma evidência de que tragam benefícios, eles são potencialmente perigosos”, diz a médica Marcela Fiuza, da Associação Britânica de Nutrição (BDA, na sigla em inglês).

O perigo mais imediato é infecção. “Sempre que injeta algo em seu corpo, você está correndo o risco de infecção a partir do local onde foi feita a injeção”, diz a nutricionista Sophie Medlin, especialista em alimentação intravenosa.

Agulhas pouco limpas também são um risco – agulhas compartilhadas e esterilização ruim também podem transmitir doenças como HIV e hepatite de pessoa para pessoa. E também há a questão da aplicação, que pode ser problemática se feita por pessoas sem treinamento.

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