Venda a varejo de material escolar em lojas da 25 de Março, região central.

Vendas do comércio brasileiro desabam 16,8% em abril, a maior queda em 20 anos

FONTE: O SUL

As vendas do comércio varejista caíram 16,8% em abril, na comparação com o mês anterior, refletindo os efeitos do isolamento social para controle da pandemia de Covid-19.

É o pior resultado desde o início da série histórica, em janeiro de 2000, e a segunda queda consecutiva, acumulando uma perda de 18,6% no período. Os dados são da PMC (Pesquisa Mensal de Comércio), divulgada nesta terça-feira (16) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O recuo nas vendas no varejo atingiu, pela terceira vez desde o início da série, todas as oito atividades pesquisadas. A maior queda foi em Tecidos, vestuário e calçados (-60,6%), seguido de Livros, jornais, revistas e papelaria (-43,4%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-29,5%). Na análise do varejo ampliado, que considera as vendas de veículos e materiais de construção, o volume de vendas caiu 17,5% nesse mês.

No mês de março, a retração foi de 2,5%. É a primeira vez que a pesquisa traz os resultados de um mês inteiro em que o país está no quadro de isolamento social, já que ele começou a ser adotado na segunda quinzena de março. Para o gerente da PMC, Cristiano Santos, a redução da massa salarial refletiu no resultado do indicador varejista.

“Em março, podemos imaginar o cenário em que essas atividades essenciais absorveram um pouco das vendas das outras atividades que tinham caído muito, mas nesse mês isso não foi possível. Tivemos também uma redução da massa salarial que, entre o trimestre encerrado em março para o encerrado em abril, caiu 3,3%, algo em torno de 7 bilhões de reais. Isso também refletiu nessas atividades consideradas essenciais”, explica Santos.

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